Monday, April 28, 2025

NÃO EXISTE OUTRO CAMINHO ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

"-Quando se pensa na massa de indivíduos lançados diariamente na corrente da população, sem princípios, sem freios, entregues aos próprios instintos, deve-se admirar as consequências desastrosas desse fato? Quando essa arte (educação moral) for conhecida, compreendida e praticada, o homem seguirá no mundo os hábitos de ordem e previdência para si mesmo e para os seus, de respeito pelo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar de maneira menos penosa os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que somente uma educação bem compreendida pode curar Nisto está o ponto de partida, o elemento real do bem estar, a garantia da segurança de todos”. A análise feita por Allan Kardec em meados do século 19, continua sendo atual no século 21. No século 20, o Espírito Emmanue l, através do médium Chico Xavier , manifestou-se ao final do primeiro livro escrito por ele dentro do programa a ser cumprido com o médium mineiro, enfatizando o ponto que, segundo ele é realmente o caminho para a construção de uma sociedade melhor. Diz ele: -“Todas as reformas sociais, permitem em nossos tempos de indecisão espiritual, têm de processar-se sobre a base do Evangelho. Como? – podereis objetar-nos. Pela educação, replicaremos. O plano pedagógico que implica esse grandioso problema tem de partir ainda do simples para o complexo. Ele abrange atividades multiformes e imensas, mas não é impossível. Primeiramente, o trabalho de vulgarização deverá intensificar-se, lançando, através da palavra falada ou escrita do ensinamento, as diminutas raízes do futuro. Toda essa demagogia filosófico-doutrinária, que vedes nas fileiras do Espiritismo, tem sua razão de ser. As almas humanas se preparam para o bom caminho. A missão do Cristianismo na Terra não era de homemcomunar-se com as forças políticas que lhe desviassem uma profunda significação espiritual para os homens. O Cristo não teria vindo ao mundo para instituir castas sacerdotais e nem importar dogmatismos absurdos. Sua ação poderia-se, com justiça, para a necessidade de se remodelar a sociedade humana, eliminando-se os preconceitos religiosos, constituindo isso a causa da sua cruz e do seu martírio, sem se desviar, contudo, do terreno das profecias que o anunciavam. Todas essas atividades bélicas, todas as lutas antifraternas no sei dos povos irmãos, quase a totalidade dos absurdos, que complicam a vida do homem, vieram da escravização da consciência ao conglomerado de preceitos dogmáticos das Igrejas que se levantaram sobre a doutrina do Divino Mestre, contrariando as suas bases, digladiando-se mutuamente, condenando-se umas às outras em nome de Deus. Aliado ao Estado, o Cristianismo se deturpou-se, perdendo as suas características divinas. Sabemos todos que a Humanidade terrena atinge, atualmente, as cumeadas de um dos mais importantes ciclos evolutivos. Nessas transformações, há sempre necessidade do pensamento religioso para manter-se a espiritualidade das criaturas em momentos tão críticos. A ideia cristã se encontrou afeto o trabalho de sustentar essa coesão dos sentimentos de confiança e de fé das criaturas humanas nos seus elevados destinos; todavia, encarcerada nas classes dos dogmas, a doutrina de Jesus não poderia, de modo algum, amparar o espírito humano nessas dolorosas transições. Todas as exterioridades da Igreja deixam nas almas atuais, sedentárias de progresso, um vazio muito amargo. (...) As atividades pedagógicas do presente e do futuro terão de se caracterizar pela sua feição evangélica e espiritista, se quiserem colaborar no grandioso edifício do progresso humano. Os estudiosos do materialismo não sabem que todos os seus estudos se baseiam na transição e na morte. Todas as realidades da vida se conservam inapreensíveis às suas faculdades sensoriais. Suas análises objetivam somente a carne perecível. O corpo que estuda, a célula que examina, o corpo químico submetido à sua crítica minuciosa, são acidentais e passageiros. Os materiais humanos se colocam sob os seus olhos pertencentes ao domínio das transformações,através do suposto aniquilamento. Como poderá, pois, esse movimento de extravagância do espírito humano presidir à formação da mentalidade geral que o futuro exige, para a concretização dos seus projetos grandiosos de fraternidade e de paz? A intelectualidade acadêmica está fechada no circulo da opinião dos catedráticos, como a ideia religiosa está presa no cárcere dos dogmas absurdos. Os continuadores do Cristo, nos tempos modernos, terão de marchar contra esses gigantes, com a liberdade dos seus atos e das suas ideias. Por enquanto, todo o nosso trabalho objetiva a formação da mentalidade cristã, por excelência, atitude purificada, livre dos preceitos e preconceitos que impedem a marcha da Humanidade. (...)  Toda a tarefa, no momento, é formar o espírito genuinamente cristão; esse trabalho, os homens terão atingido o dia luminoso da paz universal e da concórdia de todos os corações.




Eu tive um tio, que era irmão de meu pai, e que me deu muito carinho quando eu era criança, mas um dia ele morreu – eu já era mocinha.  Faz algum tempo, eu sonhei com ele. Ele estava feliz, bem mais jovem do que ele era quando vivo; então, ele me abraçou, fez uma festa como fazia sempre. Eu fiquei muito emocionada por estar encontrando meu tio, e não consegui dizer uma palavra. Foi ele que me disse: “Você está vendo, Fulana, eu não morri. Você é que está morta”. Queria saber o que isso significa isso.

 

Com certeza, aquilo que você já pensou, cara ouvinte. Esse sonho parece trazer uma mensagem da espiritualidade para dizer que a vida continua e que viver não é apenas estar vegetando neste corpo de carne, mas é acordar para os verdadeiros valores da existência. As palavras, que ficaram no seu inconsciente, parecem trazer essa mensagem, porque, para o espírito, a morte real não existe. Ela existe, sim, para o corpo, mas a alma, a individualidade pensante que, no caso, é seu tio, continua viva – agora mais que antes, porque já despertou para outra realidade.

 

É possível que seu tio esteja tentando acordá-la para algum problema, para cuja solução você ainda não atinou. E isso tem muito a ver com espiritualidade, isto é, com o seu lado espiritual. Jesus, quando aqui esteve, certa vez, foi procurado por um jovem, que queria segui-lo. Entretanto, esse jovem estava preocupado com o enterro do pai, que havia morrido. Pediu que Jesus o esperasse, até que fizesse o enterro do pai, mas Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem seus mortos”. Trata-se de uma parábola, certamente. Na verdade, os mortos, para Jesus, não são os cadáveres, pois não há sentido em que cadáveres enterrem cadáveres. Os mortos são os mortos do espírito, ou seja, aqueles que desconhecem o verdadeiro sentido da vida e, portanto, estão mortos para a vida.

Wednesday, June 7, 2023

TRÍADES – UM EFICIENTE MÉTODO DE APRENDIZADO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Em artigo estabelecendo uma dinâmica entre o Druidismo e o Espiritismo, publicado no número de  abril de 1858, da REVISTA ESPÍRITA, Allan Kardec argumenta que “ os Druidas tiveram uma predileção particular pelo número três e empregavam especialmente, como mostram a maioria dos monumentos gauleses, para a transmissão de suas lições que, mediante esse corte preciso, mais facilmente era gravada na memória”. Realmente é muito interessante a formulação de conceitos através das chamadas Tríades , como reproduzido na matéria em que Kardec emite a referida avaliação há pouco citada. Os exemplos selecionados por ele incluem algumas Tríades sobre DEUS EO UNIVERSO, OS TRÊS CÍRCULOS e O CIRCULO DE ABRED , embora a literatura dos bardos – pessoas encarregadas de transmitir conhecimentos de forma oral através de poemas cantados, o equivalente aos chamados trovadores da história - tenham propagado enorme quantidade de aforismos do mesmo gênero, relativo a todos os ramos do saber humano como Ciências, História, Moral, Direito, Poesia, entre outros. Vejamos alguns exemplos de como são facilmente assimiláveis​​conceitos através das chamadas Tríades : DEUS E O UNIVERSO –1 - Há três unidades primitivas e de cada uma delas não poderia existir mais que uma: um Deus, uma Verdade e um Ponto de Liberdade, isto é, o ponto onde se encontra o equilíbrio de todas as condições. 2- Três coisas procedem das três unidades primitivas: toda vida, todo Bem e todo poder. 3- Deus é, necessariamente, três coisas: a maior parte da vida, a maior parte de ciência e a maior parte do poder; e de cada coisa não poderia haver parte maior. 4- Três coisas Deus não poderia deixar de ser: o que deve constituir o Bem perfeito, o que deve querer o Bem perfeito e que deve realizar o Bem perfeito. 5- Três garantias do que Deus faz e fará: seu poder infinito, sua sabedoria infinita, seu amor infinito;pois não há nada que não possa ser desejado, que não possa tornar-se verdadeiro e que não possa ser desejado por atributo .(...) OS TRÊS CÍRCULOS - 12- Há três círculos de existência : o círculo da região vazia ( CEGANT ) – exceto Deus – não há nada vivo nem morto e nenhum Ser que Deus não pode atravessar; o círculo da migração ( ABRED ) onde todo Ser animado procede da morte, que o homem atravessou; eo círculo da felicidade ( GWINFYD ), onde todo Ser animado procede da vida, que o homem atravessará no Céu. 13- Três estados sucessivos dos Seres animados: o estado de humilhação no abismo ANUNF, o estado de liberdade na Humanidade e o estado de felicidade no Céu. 14- Três fases necessárias de toda existência em relação à vida: o começo em ANNOUNF , a transmigração em ABRED ea plenitude em GWYNFID ; e, sem estas três coisas, nada pode existir, exceto Deus. (...) O CÍRCULO ABRED – 15 - Três coisas necessárias no círculo de ABRED : o menor grau possível de toda vida e, daí, o seu começo; a matéria de todas as coisas e, daí, o crescimento progressivo, o qual não se realiza no estado de carência; e a formação de todas as coisas da morte e, daí, a debilidade das existências. 16 – Três coisas das quais todo Ser vivo participa necessariamente, pela justiça de Deus: o socorro de Deus em ABRED, porque sem isto ninguém poderia conhecer coisa alguma; o privilégio de participar do amor de Deus; e o acordo com Deus quanto à realização pelo poder de Deus, enquanto for justo e misericordioso. 17- Três causas da necessidade do círculo de ABRED: o desenvolvimento da corporação material de todo Ser animado; o desenvolvimento de todas as coisas; e o desenvolvimento da força moral para superar todo contrário e o CYTHRÔL (o mau Espírito) e para libertar-se de DRUG (o mal). E sem esta transição de cada estado de vida, não poderia haver nele a realização de nenhum Ser. Em meio às suas análises comparativas, Alan Kardec comenta: - “Por meio de que conduta a alma realmente se eleva nesta vida e merece, após a morte, alcançar um modo superior de existência? A resposta dada a esta pergunta pelo Cristianismo é de todos conhecidos: é com a condição de destruir em si o egoísmo e o orgulho, de desenvolver no íntimo de sua substância as forças da humildade e da caridade, únicas eficazes e meritórias aos olhos de Deus: Bem aventurados os mansos, diz o Evangelho; bem aventurados os humildes. A resposta do Druidismo é bem diversa e contrasta claramente com esta última. Conforme suas lições, a alma eleva-se na escala das existências, com a condição de, pelo trabalho sobre si mesma, fortificar a própria personalidade.




Wednesday, May 24, 2023

OUSADIA E CORAGEM DE ALLAN KARDEC; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Embora experimentos em países da chamada Cortina de Ferro com a máquina de chamada Kirliam nos anos 50/60 tenham provado a ação das chamadas energizações e mais recentemente no Brasil um estudo realizado em 2003, pelo Dr Ricardo Monezzi, à época Mestrando em Ciências médicas em conceituada Universidade paulista sobre efeitos da prática de configuração de mãos sobre os sistemas hematológico e imunológico de camundongos machos em que foram inoculadas células cancerígenas tem constatado uma diferença significativa entre os grupos na contagem do número de monócitos, a verdade é que nas páginas da REVISTA ESPÍRITA que fundou e dirigiu no período de 1858/1869, Allan Kardec noticiou e discutiu vários casos em que aTeoria dos Fluidos operou curas prodigiosas. Sem dúvida uma ousadia para o momento em que os estudos da Medicina se fixavam na visão mecanicista, desdenhando a visão vitalista apresentada, entre outros, pelos médicos Franz Anton Mesmer ( TEORIA DO MAGNETISMO ANIMAL ) ou Samuel Hanneman ( HOMEOPATIA ) . Mas Kardec foi além como documentado em artigo incluído na edição de março de 1868 , intitulado Ensaio Teórico das Curas Instantâneas . Explica basear-se em deduções das setas externas por um médium em sonambulismo espontâneo, umas das facetas dos estados alterados de consciência conhecidos como transe, tendo sido dado como resposta a uma pessoa atingida por grave enfermidade que queria saber se um tratamento fluídico poderia ser-lhe salutar . Observa-se, contudo, que “por mais racional que nos espera esta explicação, não a damos como absoluta, mas a título de hipótese e como tema de estudo ”. Chama atenção para o fato de que “na medicação terapêutica são medicamentos prescritos remédios apropriados ao mal, não incluindo o mesmo remédio ter virtudes contrárias, sendo ao mesmo tempo estimulante e calmante, vencido e seguido, não convencendo a todos os casos, sendo esta a razão de não existir um remédio universal ”. Comentários“da-se o mesmo com o fluido curador, verdadeiro agente terapêutico, cujas qualidades variam conforme o temperamento físico e moral dos indivíduos que o transmitem, havendo fluidos que superexcitam e outros que acalmam, fluidos fortes e outros suaves e de muitas outras nuanças, podendo, conforme suas qualidades, o mesmo fluido, como o mesmo remédio, ser salutar em certos casos, ineficaz e até prejudicial em outros, donde se segue depender a cura, em princípio da supervisão das qualidades do fluido à natureza e à causa do mal ”. Destaca também que, conforme o Espiritismo,“a maioria das moléstias, como todas as misérias humanas são expiação do presente ou do passado, ou provações para o futuro; dívidas contraídas, cujas consequências devem ser sofridas, até que tenham sido resgatadas, não podendo ser curadas aquele que deve suportar sua provação até o fim” . Mais à frente em seu artigo, a proposição original de Kardec : -“Certas afecções, mesmo muito graves e passadas ao estado crônico, não tem como causa primeira a alteração das queixas orgânicas, mas a presença de um mau fluido , que as desagrega, por assim dizer, e perturba a sua economia ”. Afirma ser“o caso de grande número de doenças, cuja origem é devida a fluidos perniciosos, dos quais é penetrado o organismo, obtendo-se a cura não pela substituição de emissão deterioradas, mas pela expulsão de um corpo estranho”. Nesse caso, a “medicação alopática destinava-se a agir sobre a matéria é inoperante em todas as doenças causadas por fluidos viciados, por sinal, numerosos ”. Desse modo, considere que “duas afecções, na aparência apresentando sintomas idênticos, podem ter causas diferentes; uma pode ser determinada pela alteração das funções orgânicas e, outra, pela infiltração nos órgãos são, de um fluido mau, que perturba suas funções ”. Entenda que“esses dois casos solicitados, no fluido curador, qualidades diferentes. No primeiro, é preciso um fluido mais suave que violento, sobretudo rido em princípios reparadores; no segundo, um fluido enérgico, mais próprio à expulsão do que a independente ”. Destaca ainda que “não permitindo os maus fluidos provir senão de maus Espíritos, sua introdução na economia se liga muitas vezes à obsessão. Daí resulta que, para obter a cura, é preciso tratar ao mesmo tempo, o doente e o Espírito obsessor ”. Finaliza dizendo que“estas considerações mostram quantas coisas há que levar em conta no tratamento das moléstias, e quanto ainda resta a aprender a tal respeito. Além disso, vem confirmar a aliança do Espiritismo e da Ciência. O Espiritismo marcha no mesmo terreno que a ciência, até os limites da matéria tangível; mas, ao passo que a ciência se detém nesse ponto, o Espiritismo continua seu caminho e procede suas pesquisas nos fenômenos da natureza com o auxílio dos elementos que colhe no mundo extra material; só aí está a solução das dificuldades contra o qual se choca a ciência ”.



Como fui criada na religião católica, sempre ouvi dizer que as crianças, que morrem sem serem batizadas, vão para o limbo. Para os espíritas, qual é o destino das crianças que morrem?

(M.H.S.V.)


Parece-nos que a concepção de limbo foi introduzida por São Tomás de Aquino, teólogo da Igreja. Seria, como você diz, o lugar para onde vão as crianças não-batizadas, mas também todas as pessoas, que não cometeram grandes pecados ou que são incapazes de cometê-los, como é o caso dos deficientes mentais, dos índios e até das almas boas de pessoas de outras credos. Em 2004, a Igreja voltou a debater essa questão, através de uma comissão teológica, que sugeriu sua extinção.


Na verdade, a concepção do limbo surgiu para revolver um grande impasse teológico: se os bons vão para o céu e se os maus para o inferno, para onde vão os que não são nem bons nem maus, porque simplesmente não sabem o que fazem? E os bons, que não católicos, para onde vão? Essas questões nunca ficaram muito claras para os fiéis e, portanto, nunca ficou definitivamente resolvida.


Tempos atrás, o teólogo Leonardo Boff, hoje afastado dos ofícios da igreja por divergências com o Vaticano, falou na televisão sobre a morte do grande antropólogo e educador, Dr. Darci Ribeiro, de quem fora grande amigo. Darci Ribeiro era ateu, e amigo do sacerdote. Segundo Boff, ele foi para o céu, pois, apesar de ser ateu, foi um homem bom, que contribuiu muito para a sociedade brasileira. Como vemos, é um entendimento muito diferente daquela posição dogmática e ortodoxa da Igreja.


Para a Doutrina Espírita, a questão do destino das pessoas após a morte é simples. Tudo se resolve com a Lei da Reencarnação e, portanto, não está condicionado ao fato de a pessoa ser desta ou daquela religião, ou não ter religião alguma. Entretanto, a doutrina da vida única não pode responder, nem mesmo, por que um individuo morre criança, por que alguns não chegam nem mesmo a nascer, por que existem pessoas mentalmente deficientes – e mais ainda, porque existem pessoas das mais variadas religiões ( desde as mais primitivas às mais atuais) e por que existem pessoas sem religião e, até mesmo, ateus.


A doutrina da reencarnação tem respostas para todas essas questões, mostrando porque as pessoas e as coletividades são tão diferentes entre si, de onde elas vêem antes de nascer e para onde vão depois da morte. Não podemos conceber que Deus trataria diferentemente seus filhos, só porque eles morrem em idades diferentes, em épocas diferentes, em condições de vida diferentes, porque têm religiões diferentes e entendimentos muitos diversos a respeito da vida. Essa multiplicidade de situações, que faz com que a vida de cada um tenha seu próprio caminho e suas próprias características, pode ser perfeitamente explicada pela Lei de Evolução.


As crianças não são Espíritos recém-criados. Elas provêm de experiências de vidas passadas, que se refletem na presente existência. Portanto, se uma criança nasce com limitações, se adquire uma doença ou morre muito cedo, nada disso aconteceu por acaso; ao contrário, faz parte de seu caminhar evolutivo. Ela é criança agora, mas já foi adulto ontem: portanto, sua vida não está começando nesta existência - e o fato de reencarnar e morrer precocemente não é mero fruto do acaso, nem o que comumente se chama de “vontade de Deus”, como se Deus decidisse aleatoriamente que tal ou tal família devesse sofrer a perda de um filho em tenra idade, natural ou acidentalmente.


Desse modo, cada encarnação tem um sentido, ligado às necessidades evolutivas do Espírito. Todos nós temos protetores espirituais, mas, quando criança, essa proteção é muito especial, de modo que as crianças, quando morrem, geralmente, são orientadas a instituições próprias na Espiritualidade – como lares e escolas, para receberem tratamento adequado, segundo suas necessidades. Alguns podem até reencarnar imediatamente, outras são levadas a essas instituições, onde vão encontrar almas amigas – até familiares da última encarnação – que vão ajudá-las a percorrer seu caminho de crescimento e evolução.


Se você, cara ouvinte, quiser ter uma visão mais detalhada deste tema, leia um livro de André Luiz, intitulado “ENTRE A TERRA E O CÉU”. Nele você vai encontrar a história de um garoto que morreu em tenra idade – suas encarnações anteriores e como foi acolhido na espiritualidade. Não deixe de ler esse livro – 'ENTRE A TERRA E O CÉU”, autoria de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier. Estamos à sua disposição para maiores informações.