Wednesday, August 31, 2022

CRITERIOS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Abrindo a pauta da REVISTA ESPÍRITA de novembro de 1859, Allan Kardec apresenta interessante matéria intitulada “ DEVEMOS PUBLICAR TUDO QUANTO OS ESPÍRITOS DIZEM? ” que se mostra atualíssima, especialmente diante da profusão de títulos que disputam o lugar nos expositores das livrarias ou catálogos de editoras e distribuidores, demonstrando acirrada disputa por qual apresenta “ revelações ” ou “novidades ” mais originais. Como livros espíritas se tornaram meio de vida, dou bom senso, inexistem. O alvo é um público ávido por conteúdos que chegam a ser estapafurdios. As ponderações de Kardec sugerem. Diz ele: “-Esta pergunta nos foi dirigida por um dos nossos correspondentes. Respondemo-la da maneira seguinte: Seria bom publicar tudo quanto dizem e pensam os homens? que possuía uma noção do Espiritismo, por superficial que é visível, sabe que o mundo invisível é composto de todos aqueles que o querem na Terra o envoltório. Despojando-se, porém, do homem carnal, nem todos se revestiram, por isso mesmo, da túnica dos anjos. todos os graus de conhecimento e de ignorância de moralidade, de moralidade que não devemos perder de vista. Não esqueçamos que entre os Espíritos, assim como na Terra, há seres levianos, desatentos e brincalhões; falsos sábios, de um vão es es, saber incompleto;hipócritas, malévolos e, o que nos parece inexplicável, se algum modo não compreendessemos a fisiologia desse mundo, há vilões sensuais e crapulosos que se arrastam na lama. Ao lado disto, sempre como, seres temos bons, humanos, benevolentes, esclarecidos, de sublimes virtudes. Como, entretanto, nosso mundo é o primeiro nem na última posição, embora seja mais próximo da última que da primeira, seja o que o mundo dos espíritos abrange seres mais avançados e moralmente que nossos mais não esclarecidos, e outros que ainda estão disponíveis dos homens mais inferiores.Desde que esses seres têm um meio patente de comunicar-se com os homens, de exprimir seus pensamentos por sinais inteligíveis, suas comunicações devem ser um reflexo de seus sentimentos, de suas qualidades ou de seus vícios. Serão levianas, triviais, grosseiras, mesmo obscenas, sábias, científicas sublimes, conforme seu caráter e sua ação. Revela-se por sua própria linguagem. Daí a necessidade de não aceitar cegamente tudo quanto vem do mundo oculto, e submetê-lo ao controle severo . Com as comunicações de certos Espíritos, do mesmo modo que com os discursos de certos homens, poder-se-ia fazer uma coletânea muito pouco edificante(...).Ao lado de nossas comunicações francamente mais, e que chocam um pouco ou pouco delicado, outras são simplesmente triviais ou ridículas (...). O mal é dar como recompensas, coisas que chocam o bom senso, a razão e como dependentes. Nesse caso, o perigo é maior do que se pensa. Para começar, tais publicações têm o inconveniente de induzir em erro as pessoas que não estão em condições de exame-las e discernir entre o verdadeiro problema e o falso, principalmente numa questão tão nova como o Espiritismo. Em lugar, armas são os iguais e aos segundos oportunidades que não perdem oportunidade para este fato contra a alta moral; porque, diga-se mais uma vez, o mal está em coisas apresentadas que são notórios absurdos (...).As pessoas que estudam a fundo a ciência espírita sabem qual atitude que convêm a este respeito. Sabem que os Espíritos Zombeteiros não tem o menor escrúpulo de enfeitar-se com nomes respeitáveis. Mas sabem que os espíritos só abusam também que gostam de se ativar, que não ou não sabem esclarecidas suas astúcias meios já conhecidos (...). Os Espíritos vão aonde acham simpatia e onde sabem que são ouvidos (...). Publicar sem exame, ou sem correção, tudo quanto vem dessa fonte, seria, em nossa opinião, dar prova de pouco discernimento ”.


Tatiane Duarte Vieira nos trouxe o seguinte questionamento: “Como se explica que crianças, nascidas em famílias estruturadas e com boas condições financeiras, percam-se no mundo das drogas e até na delinquência, enquanto outras, que vieram de um berço pobre e passaram necessidade, acabam se realizando como pessoas de bem?”

Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas mostra que jovens da classe A são os maiores consumidores de drogas do país. A questão das drogas, portanto, merece um tratamento especial, quando se trata do comportamento dos jovens. Os que mais consumem drogas são os que vêm de família de maior poder aquisitivo, justamente porque droga custa dinheiro e os pobres sempre terão mais dificuldade em obtê-las.

Por outro lado, os mais pobres, embora se tornem dependentes, muitas vezes, quando não se envolvem em crimes de furto e de roubo, até mesmo dentro da própria família, para obter dinheiro, acabam sendo arrastados para a prática ilegal do tráfico, como forma de manter o seu vício, caindo invariavelmente no mundo da delinquência.

É claro que a participação da família é fundamental na educação das crianças e adolescentes. Mas a família está encontrando cada vez mais dificuldade em educar os filhos, devido às grandes mudanças por que vem passando a sociedade. Ela vem perdendo terreno para as influências perniciosas da sociedade consumista e materialista, que valoriza liberdade e o prazer fácil em prejuízo da responsabilidade e do cultivo de um ideal de vida.

Os problemas de delinquência advêm, primeiramente, das tendências do Espírito da criança e, em segundo lugar, da atuação da família e da sociedade. A principal missão dos pais é educar os filhos, direcionando suas tendências para que aprendem a cultivar bons valores morais e sejam pessoas responsáveis. Neste particular, o que mais interessa nos pais é ter um ideal de vida, que deve ficar muito claro no seu comportamento do dia a dia.

A família está se esquecendo de Deus. Neste particular, a religião deveria se preocupar mais com a conduta da família e menos com as práticas de adoração, incluindo Deus na vida diária. A única autoridade capaz de se impor de verdade é a autoridade moral, de modo que os pais devem se esforçar para ter o comportamento que eles querem dos filhos. Caso contrário, terão muita dificuldade de atingir seu intento. É claro que, entre os filhos, sempre há Espíritos mais adiantados, mas haverá também os que vieram para se corrigir, mediante a ação educativa do lar.

E esses Espíritos mais resistentes e mais rebeldes podem se encontrar tanto numa família pobre e sem recursos como numa família aparentemente bem estruturada de classe média ou alta. Em muitos casos, a carência de recursos, a pobreza e a miséria podem impulsionar o Espírito à delinquência e, em outros, o que pode estimulá-los a seguir o mau caminho é a vida fácil e farta, com excessos de proteção e falta de uma educação mais rígida. Isso depende de cada caso e de cada família.


Sunday, August 21, 2022

CHOCANTE, MAS LÓGICO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Considerando o perfil dos Espíritos ligados ao Planeta Terra no seu processo evolutivo apresentado no capítulo 3 d 'O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, entende-se parte da realidade observada. Aumentando a isso o fato de que numa existência hipotética de 60 anos, apenas v20 são aproveitados, visto que 20 dispensa-se no sono físico, e outros 20 no processo de ascensão à vida adulta, deduz-se é moroso o progresso da Individualidade . A análise de Allan Kardec reproduzida na REVISTA ESPÍRITA de janeiro de 1864 a um leitor dá uma dimensão do problema: -“ Ignoramos absolutamente em que condições se darão como primeiras encarnações da alma; é um desses princípios das coisas que estão nos segredos de Deus. Apenas sabemos que são todos criados e ignorantes, assim, o mesmo ponto de partida, o que é conforme à justiça; o que saber ainda é que o livre-arbítrio só se pouco e depois evoluções na vida corpórea. Não é, pois, nem após a primeira, nem depois da segunda encarnação que a alma tem consciência clara de si mesma, para ser responsável por seus atos; não é senão após uma centésima, talvez após uma milésima. Dá-se o mesmo com a criança, que não goza da plenitude de suas duas faculdades, nem um, nem dias após o nascimento, mas depois de anos. E, ainda, quando a alma goza do livre-arbítrio, a responsabilidade cresce em razão do desenvolvimento de sua inteligência;é assim, por exemplo, que um selvagem que vem os seus semelhantes é menos castigado que o homem civilizado, que comete uma injustiça simples. Sem dúvida, os nossos animais estão muito atrasados ​​em relação a nós e, no entanto, já se acham bem longe do seu ponto de partida. Durante longos períodos, a alma encarnada é feita à influência exclusiva dos instintos de conservação; pouco a pouco esses instintos se transformam em instintos inteligentes ou, melhor dizendo, se equilibram com uma inteligência; mais tarde, e sempre gradualmente, a inteligência domina os instintos. Só então é que começa a responsabilidade. (...) Severidade ou fatalidade, toda responsabilidade seria injusta. Como dissemos,o Espírito fica num estado inconsciente durante encarnações; a luz da inteligência não se faz senão apenas aos poucos e a responsabilidade real começa quando o Espírito age e com conhecimento de causa só faz. (...) A Terra já foi, mas não é mais, um mundo primitivo; os mais atrasados ​​são humanos em sua superfície já se despojaram dos primeiros primeiros da encarnação e os nossos encontrados são antes de seu progresso, comparando ao que seu progresso viu encarnar neste Globo. transporte todos os degraus que separam da mais adiantada civilização; todos esses passos intermediários se acham na Terra sem solução e podem seguir-los observar as nuances que diferenciam os povos; só o começo e o fim aí não se encontram;para nós o começo se perde nas profundezas do passado, que não nos é dado penetrar. Aliás, isto é pouco importante, pois tal conhecimento em nada nas adiantaria. Não somos perfeitos, eis o que é positivo; sabemos que nossas imperfeições são o único obstáculo à nossa felicidade futura; portanto, estude-nos-nos, a fim de nos-mos-percebermos. No ponto a inteligência está bastante desenvolvido para já pensar o homem, que é sensível também que a sua responsabilidade está mais empenhada em que a sua responsabilidade está mais empenhada em dizer o que disse que Jesus: Senhor, porque não sabem o que fazem.” Não somos perfeitos, eis o que é positivo;sabemos que nossas imperfeições são o único obstáculo à nossa felicidade futura; portanto, estude-nos-nos, a fim de nos-mos-percebermos. No ponto a inteligência está bastante desenvolvido para já pensar o homem, que é sensível também que a sua responsabilidade está mais empenhada em que a sua responsabilidade está mais empenhada em dizer o que disse que Jesus: Senhor, porque não sabem o que fazem.” Não somos perfeitos, eis o que é positivo; sabemos que nossas imperfeições são o único obstáculo à nossa felicidade futura; portanto, estude-nos-nos, a fim de nos-mos-percebermos.No ponto a inteligência está bastante desenvolvido para já pensar o homem, que é sensível também que a sua responsabilidade está mais empenhada em que a sua responsabilidade está mais empenhada em dizer o que disse que Jesus: Senhor, porque não sabem o que fazem.”


Se Deus não criou o homem da maneira como a Bíblia conta, como é que Deus criou o homem, segundo o Espiritismo? Em nosso estágio de conhecimento, ainda não sabemos. Podemos, no entanto, presumir, por comparação, como isso ocorreu. Moisés, há mais de 3 mil anos atrás, precisou explicar para o seu povo como ocorreu a criação, pois, essa preocupação já existia naquela época. Como não podia saber nada de evolução, pois naquele tempo não havia ciência, ele imaginou que o Ser humano fora criado pronto e acabado. Por isso, Moisés descreveu a criação de Adão - e, depois, a de Eva - baseando-se no trabalho do oleiro. O oleiro é aquele artesão que trabalha com barro, podendo a partir da matéria prima fabricar tijolos, telhas ou vasilhas, dando aos objetos a forma e a utilidade que deseja. A criatividade do oleiro serviu de inspiração para Moisés, que comparou Deus ao oleiro e o ato da criação do homem à ação que o oleiro exerce sobre o barro. Era assim que o homem antigo entendia a criação. Como hoje sabemos que a natureza obedece à lei da evolução, sabemos também que nenhum ser vivo foi criado como ele é atualmente. A vida na Terra é produto de bilhões de anos de transformação e aperfeiçoamento, de modo que não há um Ser vivo sequer que esteja completamente pronto, completamente acabado - nem mesmo o Ser humano. A Biologia - ciência que estuda a vida – nos dá conta de que os primeiros seres vivos, que surgiram na Terra, eram extremamente simples, seres microscópicos constituídos de uma única célula, como as amebas, por exemplo. Portanto, podemos imaginar que o Ser humano - formado por dezenas de trilhões de células - teve também origem numa única célula. Para termos uma ideia mais precisa sobre esse processo da evolução, podemos nos basear no que acontece com a vida pré-natal do organismo humano. Inicialmente, o espermatozóide do pai fecunda o óvulo da mãe, surgindo, então, a célula-ovo. É a célula inicial que vai se multiplicar rapidamente, formando ao longo do tempo um corpo que, de embrião se torna feto e, depois nasce como um bebê. André Luiz compara esse processo – que acontece, mais ou menos, durante 9 meses - ao lento processo de evolução que aconteceu com a espécie humana durante bilhões de anos. A filogenia recapitula a ontogenia, ou seja, a evolução da vida intra-uterina repete em alguns meses o que ocorreu ao longo da evolução do Ser humano sobre a face da Terra. Desse modo, não é difícil compreender que a criação é uma obra complexa. Não é um simples passe de mágica, como poderíamos imaginar, em que um boneco de barro, de repente, se transforma num Ser humano. Ela é fruto de uma elaboração extremamente complexa e demorada que vai buscando formas cada vez mais perfeitas ao longo do tempo. Antes de o homem Ser homem - isto é, antes de adquirirmos a forma e as potencialidades humanas que temos atualmente - viemos caminhando pelas estradas tortuosas do tempo, passando por múltiplas formas de vida, desenvolvendo o corpo e o Espírito, até podermos alcançar a condição de seres inteligentes que somos hoje. Os vegetais e os animais igualmente vieram evoluindo, assumindo as mais variadas formas, mas apenas uma espécie – que hoje é a espécie humana – conseguiu ultrapassar os limites da irracionalidade, alcançando a condição de Ser inteligente, conforme podemos ler em O LIVRO DOS ESPÍRITOS de Allan Kardec. 

Wednesday, August 10, 2022

FALTA DISCERNIMENTO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

A má fé, aliada à ignorância ao associar a mediunidade e ao espiritismo, quando, na verdade, ao cumprir a importância do papel de tirar e misticismo, explicando e definindo-a como uma percepção inerente ao ser humano, por ser uma percepção física. Está por trás de sua aventura em sua história individual e coletiva, em sua determinação e em suas aventuras individuais. E, vez ou outra, entra no foco dos noticiários por vítimas de desencarnados a serviço da perturbação, da tentativa de desfigurar a verdade dos fatos, alimentando a descrença já tão combalida da espécie. Imaginam aqueles que prestam a atenção que os Espíritos nada mais são do que as pessoas como nós sem o revestimento do corpo físico, que, como enfatizam o Espiritismo não alcançam níveis de evolução com características espirituais que demonstram sua forma de ser encarnados. Recentemente, alguns órgãos de comunicação de massa publicaram um“assustadora ” e “ridicularizante ” notícia de que a importante companhia aérea em operação no Brasil mudou provisoriamente o número de seus voos regulares antes de uma previsão registrada em cartório de um acidente aéreo que deveria se dar em área de grande concentração de edifícios altos, Fazendo o local e dia exato exato em que entrega daria, cumprimento o que está cumprindo com as mortes e o oficial. Os que se conteúdo são conhecidos por que já possuem, presos à chamada de conforto ”, como “zona em outras alternativas semelhantes, valeram da “frustrante” não consumação da tragédia para ironizar, justificando seu descrédito em relação à mediunidade. Desconhecem, por exemplo, que n' O LIVRO DOS MÉDIUNS , questão 10 do item 289,Allan Kardec reproduz o esclarecimento dos que o auxiliaram a compor uma obra importante, que os Espíritos que anunciam acontecimentos que não se realizam, “fazem-no as mais das vezes para se divertirem com a credulidade, o terror ou a alegria que provocam; depois, riem-se do desapontamento. Essas predições algumas mentirosas, no entanto, vezes, um fim sério, qual o de por à prova daquele que são feitas, uma apreciação da maneira por que toma o que lhe é dito e dos bons sentimentos ou que isso lhe desperta ”. Como, por exemplo, da vaidade ou da exaltação. Quatro anos depois, na REVISTA ESPÍRITA , de julho de 1865 , Allan Kardec se serve de artigo veiculado um mês antes noJournal , assinado por concorrente de corridas de artistas irlandeses, não qual amigo relacionado com o fato de Chantilly aproveitando-se a um médium, se ele designa o vencedor das corridas de artistas irônicos, apresentado por e de um dos mais célebres franceses, pelas batidas a designação das letras, formando o nome Gontran . Coincidentemente havia um cavalo inscrito no Derby corrido that dia Gontran , que acabou vencedor da prova. Argumenta Allan Kardecque o fato, se levado em consideração e divulgado para um número maior de pessoas, a maioria invocando a maior consultando os médiuns, transformados em razão aos contra de sorte, dando a lei de Moisés, que a reprovação “aos a reprovação” , encantadores e os que tem o espírito de Piton ”. Acrescenta aos seus comentários que “o Espiritismo não está destinado a fazer conhecer; os Espíritos vem para nos tornar melhores e não para nos revelar ou nos indicar os meios de ganhar dinheiro na 'certa' e sem correr perigo o herói da aventura, ou se ocupar de nossos interesses materiais, como dizpru pela nossa Providência sob a salvaguarda de inteligência, de nossa razão e de nossa tradição, de nossa atividade.(...). Eis o que espíritas a propagar, devem servir-se de forma útil à causa que todos. Quando um pretexto, se tornar um golpe de sorte, em vez do mundo, temos que produzir um pretexto, um copo de sorte, um sucesso em todo o mundo, se um golpe sem sucesso, um copo de sorte em vez do que fazer. amor ao Bem. É por isto que tentou esse gênero, encorajadas por Espíritos mistificadores, sempre foram seguidas de recepções ”. No caso do cavalo vencedor, “deve ser aceito como fato isolado, sendo – diz Kardec -, louco e imprudente quem se fiasse em sua realização ”. O “pequeno tinha uma utilidade: era um meio, talvez o único para chamar a atenção de certas pessoas para a ideia dos Espíritos e sua intervenção no mundo ”, acrescenta em suas ponderações. 


Maria Helena Alves, da Martim Afonso de Souza, Vila Araceli, pergunta: “Por que há tanta ignorância no mundo?” Trata-se de uma questão interessante, que nos leva a analisar melhor a vida que levamos, nossas atitudes e comportamento.

Maria Helena, a palavra “Ignorância” é usada em dois sentidos. Num sentido restrito podemos usar a palavra “ignorante” quando nos referimos à falta de conhecimento. Por exemplo: Fulano não sabe ler e nem escrever. Neste caso, ele não sabe ler nem escrever porque nunca foi à escola, porque não teve essa oportunidade e ninguém o ensinou. Podemos dizer, então, que Fulano ignora a leitura e a escrita, fulano é analfabeto. Infelizmente, ainda existe muita gente em nosso país nessa condição.

O outro sentido da palavra “ignorante” é quando nos referimos ao caráter da pessoa. Neste caso, o que ela faz de errado não é porque ela não sabe, mas porque ela não quer. Por exemplo: o motorista avançou o sinal e atropelou uma pessoa. Neste caso, ele desobedeceu o sinal, mesmo sabendo que não deveria passar. Correu o risco de atropelar alguém, o que infelizmente aconteceu. Ele, o motorista, mesmo sabendo, ignorou o sinal. Podemos chamá-lo de ignorante, agora no sentido moral da palavra.

Seria muito fácil, Maria Helena, se todos nós fizemos precisamente aquilo que temos de fazer; ou seja, se cada um de nós aplicasse na vida o bem que aprendemos. Infelizmente não é assim. Nesse sentido, portanto, podemos dizer que muitas vezes agimos por ignorância, simplesmente porque não acreditamos na vantagem de fazer o bem. E isso pode acontecer todo dia ou mais de uma vez por dia. Imagina uma família: se as várias pessoas da família também cometem esse mesmo tipo erro. No final do dia teremos a soma de todos os erros da família.

Imagina, agora, se isso acontece com a comunidade, com cidade, com o país em finalmente, com o mundo todo. São milhões, bilhões de pessoas cometendo erros diariamente, não porque não sabem o que estão fazendo, mas porque têm seus motivos, seus pretextos, suas vontades, seus caprichos. Então podemos afirmar que, nesse sentido, há muita ignorância no mundo. E não foi por outra razão que, bem próximo à morte e diante dos seus algozes, Jesus suplicou: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

Esse pedido de perdão que Jesus fez a Deus, não vinha apenas em favor daqueles que o maltrataram e que o executaram. Vinha em favor de toda a humanidade, porque todo ser humano erra. Muitas vezes, ele age contra seus próprios princípios, porque acha que assim obterá alguma vantagem para alimentar seu egoísmo e seu orgulho. Mesmo sabendo que está errado, acaba se entregando à tentação que nasce da fraqueza moral de seu coração, para se arrepender depois ou muito depois. Por isso, o mundo está cheio de ignorância, Maria Helena.

Todavia, podemos dizer que há erros e erros. Há erros que são pequenos erros e têm poucas consequências, mas há erros que são grandes e trazem prejuízos enormes, até mesmo para um povo ou para toda a humanidade. Emmanuel, o Espírito que orientou Chico Xavier na sua missão, costumava afirmar que nossos atos são como sementes. Algumas, quando introduzidas na terra, logo crescem e dão frutos; outras demoram mais tempo e outras, ainda, demoram muito para produzir.

Jesus, porém, acredita no homem, quer que ele descubra uma maneira de superar suas más tendências, que aprenda o bem e o coloque em prática, que saiba como evitar o mal e agir com dignidade e respeito para consigo próprio. Porque assim, ele poderá aprender também a respeitar seus irmãos de humanidade e amá-los. É o que esperamos que aconteça nestes próximos séculos com a conscientização de uma boa parte da humanidade para promover a paz e a justiça, começando pela transformação moral de cada um de nós.