Friday, May 2, 2025

O CAMINHO PARA UM MUNDO MELHOR; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Profissional espírita ligada à saúde mental e comportamental afirmou em interessante palestra que “a criança nada mais é que um Espírito num corpo pequeno ” . A visão dá margem a inúmeras reflexões até porque Allan Kardec reproduzindo o pensamento dos que o auxiliaram na elaboração do alicerce do Espiritismo enfatiza mais uma vez que o descaso com a formação da nova personalidade do Ser a cada encarnação conduz a sociedade aos descalabros como os presentes na atualidade. Como construiremos um mundo melhor sem investimentos na criança e no jovem? Fácil concluir que o Centro Espírita tem um papel preponderante nessa tarefa. Há, contudo, muitas instituições que não regulamentam o valor dessas ações. Dentre as contribuições importantes da Espiritualidade para o encaminhamento da questão da Evangelização Infanto-Juvenil, os livros do Espírito Luiz Sergio reúnem apontamentos significativos. Num deles – CASCATA DE LUZ , psicografado pela médium Irene Machado – encontramos elementos para reflexões sobre o tema. Destacamos alguns: 1- Atualmente a criança e o jovem não têm o mesmo modo de pensar de tempos atrás. O que fazer para levar agradável a evangelização, a fim de ser melhor aproveitado por todos? — Evitar a lição longa e entediante, e embelezar as lições práticas com encenações de palco, onde o aluno também participa, e depois a descoberta das aptidões. Dificilmente sentirão enfado e sono . 2- O jovem tem lá fora o que a vida Lhe dá; o atrativo é muito forte. Se nós, os Espíritos, não nos unirmos com os encarnados em prol da família, veremos o que mais acontece hoje: meninas e meninos brincando de sexo. Devemos combater o aborto, sim, mas também levantar campanhas em prol da família e da felicidade, trazendo a criança e o jovem para os ambientes espirituais. Um Centro bem orientado é a “arca de Noé”, o recanto que irá salvar aquele que o buscar . 3- Muitos acham que o jovem na Doutrina só deve cantar e fazer a Campanha Auta de Souza. O jovem é uma semente que precisa do solo fértil para se tornar uma bela árvore, onde amanhã encontraremos abrigo, e seus frutos, graças à água que hoje lhes oferecemos, serão saborosos e verdadeiros. A Casa que se preocupa com a família faz das suas crianças e jovens as flores do amanhã. O difícil é trazer o jovem para a Casa Espírita, quando lá fora o mundo material oferece uma “vida fácil”, onde tudo lhe é permitido. Não que a Doutrina proíba algo, mas ela faz brilhar nas consciências o Decálogo, e aí é doloroso constatarmos o quanto somos errados ainda. 4-     Lá fora o jovem não tem compromisso com a Lei de Deus. Ele se considera o dono da Terra, tanto é que brinca de viver, por isso qualquer Casa Espírita precisa dar ao jovem motivação, caso contrário ele fugirá dela. Hoje, com pesar, percebemos que poucas senhoras e senhores espíritas têm os seus filhos na Doutrina. Causa-nos assombro desses mesmos senhores dizerem que o tóxico não é assunto para ser tratado pelos espíritos. Ao mesmo tempo, levantaram campanhas contra o suicídio. E o que é uma droga? E o que vem ceifando vidas dos jovens do mundo inteiro. Os espíritos que são contra falar de tóxico nos centros devem visitar as cadeias e os hospitais. Façam um levantamento das causas dos desencarnes de jovens devido a problemas respiratórios e paradas cardíacas. A família esconde muitos casos, para que no atestado não conste o verdadeiro motivo do óbito: o suicídio por overdose. Feliz do Centro Espírita que oferece estudo e trabalho .5- Para levarmos a juventude à Doutrina é necessário educar-la de maneira tal que não seja vítima do fanatismo. O jovem tem de se sentir útil e não pode ficar preso à letra. O seu campo energético está transbordando e pede trabalho para Casa. Se os deixarmos sentados, apenas estudando, iremos buscar outros meios para dispersar o que têm em demasia: energia. Mocidade sem tarefas causa desinteresse ou atritos com a diretoria.



Tenho uma amiga que vive lamentando um aborto que fez quando ainda muito jovem. Ela teve uma gravidez indesejada e não teve coragem enfrentar a família religiosa e cheia de preconceitos. Ela diz que não lamentava o filho, mas, naquele momento, era uma questão de sobrevivência e de honra. Hoje ela não tem religião, mas diz que nunca conseguiu se libertar desse pecado que cometeu contra as leis de Deus. Quis dar um livro espírita para ela ler, mas acho que isso pode piorar sua dor de consciência. (Anônima)

 

A Doutrina Espírita não aprova o aborto provocado, como você sabe, a não ser no caso em que a mãe corre risco de morte. Mas também não se coloca na condição de quem pode julgar alguém que tenha feito o aborto, principalmente nas circunstâncias pelas quais passou sua amiga, quando ainda muito jovem.  Nesse ponto, cara ouvinte, devemos buscar os evangelhos e verificar que Jesus sempre considerou a intenção mais do que os atos em si, sem, contudo, julgar ninguém. Ele não julgou nem mesmo a mulher adúltera; apenas a preveniu para que não errasse mais.

 

Foi ele próprio quem deixou claro este princípio: “a quem muito foi dado muito será pedido” -  ou seja, há uma diferença fundamental entre aquele que tem plena consciência do que está fazendo e o que ignora as conseqüências de seu ato. Aliás, o nosso código penal brasileiro – que é uma lei humana - estabelece a nítida diferença entre o dolo e a culpa, entre o delito praticado com intenção de prejudicar e aquele que é cometido sem essa intenção. Desse modo, sua amiga não deve continuar se culpando pelo que fez naquela época.

 

É bem verdade que respondemos por todos os nossos atos, mesmo aquele que cometemos por ignorância. Entretanto, o peso maior da culpa está na consciência que tínhamos do erro e na intenção de prejudicar, no momento em que o cometemos, tanto quanto das nossas possibilidades de evitá-lo. Com certeza, se sua amiga errou, ela não errou sozinha. Pelo que você diz, havia o peso de uma drástica cobrança da família sobre ela, cobrança que ela não conseguiu suportar e, por isso, tomou aquela decisão. Logo, a culpa deve ser dividida entre todos que contribuíram, direta ou indiretamente, para que tal situação indesejável ocorresse.

 

Situações como essa devem servir de alertar aos pais de adolescentes. Não podemos nem devemos tentar corrigir um erro, cometendo outro maior. Contudo, infelizmente, acontecem milhares de aborto todos os dias no mundo e muitos deles por medo ou insistência dos pais de jovens grávidas, que querem preservar o nome da família ou fazem de tudo para se livrar de criar e educar uma criança. Pensam que enganam a lei de Deus. Mas estão enganados. Podem até passar despercebidos pela sociedade, mas não se livrarão da sua consciência, mais cedo ou mais tarde e tampouco daqueles a quem roubaram a oportunidade de uma vida.

 

Quanto a essa sua amiga, ela deveria, sim, ler livros espíritas e até freqüentar um ambiente espírita. Não para se sentir mais culpada, mas para verificar que a Lei de Deus é soberana e justa, ao mesmo tempo sublime e misericordiosa. Todos cometemos erros na vida – somos seres imperfeitos, sob todos os pontos de vista -  mas todos temos sempre chance de consertá-los ou mesmo de reparar algum prejuízo que, porventura, causamos a alguém. Há mil modos diferentes pelos quais podemos nos redimir, aprendendo a ser úteis ao semelhante e à sociedade onde vivemos, sem ficar nos culpando ou nos punindo por algo que pode ser resolvido com equilíbrio e bom senso.

Thursday, May 1, 2025

O ESPIRITISMO E O SEXO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Polêmicas e discussões acaloradas em torno da cura das chamadas inversões na área da sexualidade circunscrevem-se mais aos efeitos que são causas prováveis. O Espiritismo já na sua origem oferece bases para pelo menos reflexões mais objetivas sobre a questão. Na sequência de alguns pontos para embasar estudos mais aprofundados em torno da questão: 1- Os Espíritos encarnam em diferentes sexos; Aquele que foi homem, poderá renascer a mulher e aquele que foi mulher poderá renascer o homem, a fim de realizar os deveres de cada uma dessas posições, e sofrer-lhes as provas . 2 - Sofrendo o Espírito encarnado a influência do organismo, seu caráter se modifica conforme as instruções e se dobra às necessidades e critérios impostos pelo mesmo organismo. Esta influência não se apaga imediatamente após a destruição do material invólucro, assim como não perde instantaneamente os gostos e hábitos terrenos. 3- Percorrendo uma série de existências no mesmo sexo, conservando durante muito tempo, no estado de Espírito, o caráter de homem ou de mulher, cuja marca nele ficou impressa. 4- Se esta influência se repercute da vida corporal para o espiritual, o mesmo se dá quando o Espírito passa da vida espiritual para o corporal. Numa nova encarnação evoluiu o caráter e as inclinações que tinham como Espírito. Se for avançado, será um homem avançado; se for atrasado, será um homem atrasado. Mudando de sexo, poderá então, sob essa impressão e em sua encarnação, conservar os gostos, inclinações e o caráter inerente ao sexo que acaba de deixar. Assim se explicam certas anomalias aparentes, notadas no caráter de certos homens e de certas mulheres. 5- Não existe diferença entre o homem e a mulher, exceto no organismo material, que se aniquila com a morte do corpo. Mas, quanto ao Espírito, à alma, o Ser essencial, imperecível, ela não existe, porque não há duas espécies de almas. 6- A sede real do se xo não se acha, no veículo físico, mas sim na entidade espiritual em sua estrutura complexa . 7- O sexo é mental em seus impulsos e manifestações . 8- Além da trama de recursos somáticos, a alma guarda sua individualidade sexual intrínseca, a definir-se na feminilidade ou masculinidade, conforme os específicos especificamente passivos ou claramente ativos que lhe sejam próprios. 9- A energia natural do sexo , derivada da própria vida em si, gera cargas magnéticas em todos os seres, pela função criadora de que se reveste, caracterizada por potenciais nítidos de atração no sistema psíquico de cada um . 10- O instinto sexual não é apenas agente de reprodução , mas reconstituído de forças espirituais , pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mutuamente , na permuta de raios psiquico-magnéticos necessários ao seu progresso. 11- O Espírito reencarna em regime de conversão sexual, como pode renascer em condições transitórias de mutilação ou cegueira. Isso não quer dizer que homossexuais ou intersexos estão em posição, endereçados ao escândalo ou à vicação, como aleijados e cegos não se comprometem na prevenção ou na sombra para serem delinquentes . 12- O conceito de normalidade ou anormalidade são relativos . Se a cegueira fosse a condição da maioria dos Espíritos reencarnados na Terra, o homem que pudesse enxergar seria certamente minoria e exceção. 13- Ações praticadas contra pessoas do sexo oposto na busca de prazer a qualquer preço , exigem além da morte a desorganização mental do causador manifestada através da alienação menta l exigindo para seu reequilíbrio muitas vezes pela intervenção dos Agentes da Lei Divina, reencarnações compulsórias renascendo em corpo inverso às suas características momentâneas de masculinidades ou feminilidade , para que no corpo inverso , no extremo íntimo , ou a lei o semelhante Lesado. 14- A inversão também ocorre por iniciativa daquelas que, valendo-se da renúncia construtiva para acelerar o passo no entendimento da vida e do progresso espiritual no intenção de operarem com mais segurança e valor o acrisolamento moral de si mesmos ou na execução de tarefas especializadas, através de estágio perigosos de solidão, em favor do campo social da Terra 15- Masculinidade ou feminilidade totais são inexistentes na personalidade humana, do ponto de vista psicológico, visto que homens e mulheres, no Espírito, apresentam certa porcentagem de características viris ou femininas em cada indivíduo, o que não garante possibilidades de comportamento íntimo normal para todos, segundo a conceituação de normalidade que a maioria dos homens localizam para o meio social. 16- Homens e mulheres podem nascer homossexuais ou intersexos, seja como expiação ou em obediência a tarefas específicas –, como são suscetíveis de levar o veículo físico na condição de mutilados ou inibidos em certos campos de manifestação para melhorar-se e nunca sob a destinação do mal.     17- A Terra, pouco a pouco, renovará princípios e conceitos, diretriz e legislação, em matéria de sexo, sob a inspiração da ciência, que situará o problema das relações sexuais no lugar que lhe é próprio.



 (Cristiano Ricardo Alves, de Vera Cruz) Dor-expiação, dor-prova, dor-missão, dor-evolução  podem coexistir na mesma existência de um Espírito?

 

Sem dúvida alguma. Em nossa vida, muitas vezes, não saberíamos diferenciá-las, pois elas podem estar acontecendo em todo momento. Dor-Evolução (apenas para relembrar) é o desconforto que sofremos para aprender e para nos transformar; dor-expiação é a conseqüência de nossos erros; dor-prova é a escolha que fazemos para nos testar numa situação difícil e, finalmente, dor-missão é o compromisso por amor que nos vai custar sofrimentos físicos ou morais.

 

  Difícil diferenciar na prática prova e expiação. Elas se parecem muito; a diferença pode estar na forma de encarar o desconforto: na expiação com revolta e na escolha com resignação. Por isso, a expiação pode se transformar em prova, mas a prova não pode se transformar em expiação. Todavia, na mesma existência, podemos ora estar em expiação, ora em prova ou até mesmo em missão (esta, quando se refere a sacrifícios que fazemos em benefícios dos outros). Quanto à dor-evolução, ela é uma contingência de toda encarnação; por isso, ela sempre está presente, e na vida toda.

Wednesday, April 30, 2025

PARA ENTENDER A FILOSOFIA ESPÍRITA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Autodidata, tinha 11 anos de idade quando, em Paris, Allan Kardec recebeu a encomenda dos primeiros exemplares impressos d' O LIVRO DOS ESPÍRITOS . Residente em Tours, cidade a pouco mais de três milhas da capital francesa, encontrou-se com a consoladora Doutrina, aos 18, conhecendo seu Codificador, aos 21, quando da visita do mesmo à cidade em que residia para proferir palestra para a qual foi convidado, em 1867. Viveria até os 81 anos, sendo que desde anos antes, ficou praticamente cego, tendo sido secretariado no trabalho de sua nessa fase, por uma admiradora chamada Claire Baumart , cuja convivência permitiu escrever o livro LÉON DENIS NA INTIMIDADE (clarim). Dentre os três grandes personagens da primeira hora do Espiritismo - o engenheiro Gabriel Dellane , o astrônomo Camille Flammarion  -, ele, Léon Denis, preparado pela rudeza da própria vida na luta pela sobrevivência , certamente é o que melhor desenvolveu o aspecto filosófico da Doutrina. A leitura de seus livros transporta os que perpassam suas páginas para níveis vibratórios superiores. Quem leu O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR, entende o que dizemos. Para demonstrar essas conjecturas, apreciemos um trecho do texto d' O PORQUÊ DA VIDA : “O homem deve antes de tudo aprender a se conhecer a fim de clarear seu porvir. Para caminhar com passo firme, precisa saber para onde vai. É conformando seus atos com as leis superiores que o homem trabalhará eficazmente para a própria melhoria e do meio social. O importante é discernir essas leis, determinar os deveres que elas nos impõem, prever as consequências de suas ações. O dia em que estivermos compenetrado da grandeza de sua função, o Ser humano poderá melhor se desapegar daquilo que o diminuir e rebaixar; poderá se governar com sabedoria, preparar por seus esforços a união fecunda dos homens em uma grande família de irmãos. Mas ainda estamos longe desse estado de coisas. Espessas trevas obscurecem a razão humana. (...) Por que é assim? Por que o homem desce fraco e desarmado na grande arena onde trava sem trégua, sem descanso, a eterna e gigantesca batalha? É porque esta Globo, a Terra, está em um degrau inferior na escala dos mundos. Aqui residem em sua maior parte espíritos infantis, isto é, almas nascidas há pouco tempo para a razão. A matéria rainha soberana em nosso mundo. Nos curvamos sob seu jugo, limitamos nossas faculdades, estancamos nossos impulsos para o bem e nossas aspirações para o ideal. Além disso, para discernir o porquê da vida, para entrever a Lei Suprema que rege as almas e os mundos, é preciso saber se libertar dessas influências pesadas, desapegar-se das preocupações de ordem material, de todas essas coisas passageiras e cambiantes que encobrem nosso Espírito e que obscurecem nossos julgamentos. É nos elevando pelo pensamento acima dos horizontes da vida, fazendo abstração do tempo e do lugar, pairando, de alguma forma, acima dos detalhes da existência, que perceberemos a Verdade”.



Os “gays” estão fazendo movimentos no mundo todo. Até acredito que eles têm seus motivos. Mas vocês não acham que está havendo  um exagero nisso tudo, que não parece ser uma coisa natural, mas uma coisa forçada, que está virando moda? (Anônimo)

 

Não é fácil viver um momento de profundas mudanças, como este que estamos conhecendo agora. Gostaríamos de estar lá no passado (de 50 anos ou mais), quando tudo na sociedade era mais tranqüilo e não havia tanta preocupação pelo que pode acontecer. Quando não há mudança, não há risco nem preocupação, porque a situação social é mais estável. Era o que acontecia.  No entanto, para o transexual, era bem mais difícil e talvez desastroso viver naquela época, pois a sociedade, muito preconceituosa, os excluía e, mais do que isso, sempre os tratava com desprezo e violência, reprimindo qualquer manifestação. Quem tem homossexuais na família pode aquilatar a extensão do problema.

 

Todavia, o problema é bem mais intrincado do que podemos imaginar. Aqueles, que chamamos de “gays” ou transexuais, são pessoas como qualquer um de nós, mas com necessidades próprias, que já nascem com uma tendência e da qual não conseguem se libertar, porque não se trata de um simples problema de vontade ou de opção, mas uma contingência natural de sua condição. Na verdade, nenhum de nós opta pelo sexo que quer ter: a única opção, que podemos fazer nesse sentido é o celibato – ou seja, a não utilização do sexo que, para muitos, é um verdadeiro sacrifício ou uma tortura. Nós, espíritas, que lidamos com a questão da reencarnação, sabemos bem do que estamos falando, pois, a nossa condição nesta vida depende do caminho que trilhamos no passado e, portanto, nem tudo depende de nossa escolha.

 

- Entretanto, isso não impede que existam abusos entre os transexuais. Abusos existem e abusos, em termos de sexo, não estão apenas entre os eles, mas principalmente entre os heterossexuais, que se dizem normais, mesmo porque estes são maioria das pessoas. Temos hoje inúmeros casos de promiscuidade, de atentado violento ao pudor, de estupro, de pedofilia, crimes que preenchem as páginas policiais para deleite daqueles que gostam de curtir esse tipo de notícia. Com certeza, os problemas causados por homossexuais são bem menores do que os causados pelos heterossexuais.

 

A questão é que, como coletividade, nós estamos colhendo o que plantamos no passado. Aquilo, que foi violentamente reprimido e abafado, agora eclode no presente como uma bomba de efeito retardado, causando uma cadeira de transtornos que nos assusta. Contudo, os indivíduos, que se encontram nessa faixa de transexualidade, são pessoas comuns. Não é por essa condição, que eles não são nocivos ou perigosos, a não ser aqueles que trazem alguma tara ou distúrbio de comportamento, tal qual acontece com os heterossexuais. Os abusos são próprios da condição humana e, com certeza, não vai deixar de existir em qualquer grupo de pessoas, inobstante o nosso conceito de normalidade.